
Não se nasce a saber o valor do dinheiro. É através do exemplo dos pais, das pessoas próximas e da própria experiência que as crianças adquirem esta competência.
A educação financeira deve começar bem cedo. A partir dos 3 anos de idade, já é possível ensinar às crianças várias questões relacionadas com o dinheiro, porque é a partir dessa idade que elas começam a pedir coisas.
Convém que as crianças observem os adultos quando lidam com dinheiro. Quando vai às compras, ao supermercado, ao cabeleireiro, ao mecânico, leve, por vezes, os seus filhos e explique-lhes que ao comprar determinado bem, costuma comparar preços, características e qualidade e só depois toma uma decisão. Lembre-se que as crianças são muito observadoras e a sua referência é fundamental.
Mas, como só se aprende fazendo, deixe que os seus filhos usem o dinheiro, dando-lhes pequenas quantias, para que com o tempo, compreendam que o dinheiro se troca por “coisas” e que aprendam a utilizá-lo com sensatez, compreendam o valor relativo dos bens e que façam escolhas inteligentes.
Poderá começar com semanadas a partir dos 3 anos de idade e passar a mesada depois dos 10 anos.
A mesada não é uma obrigação dos pais nem um presente. Deverá ser vista como um instrumento de educação financeira dos filhos. Os pais têm que tentar definir para que tipo de consumo a mesada se destina não devendo apenas entregar o dinheiro aos filhos e esperar que estes o gastem de forma racional.
As crianças começam por encarar o dinheiro apenas como algo com valor, mas com o tempo acabarão por aprender a ver o dinheiro como um meio para atingir um determinado fim.
Explique, também, aos seus filhos como funciona a “economia familiar”. É importante que eles percebam, que a quantidade de dinheiro de que a família dispõe é limitada e que tem que ser bem gerida.
Faça os seus filhos compreenderem que, logo á partida, uma parte desse dinheiro é para comprar alimentos, para pagar a habitação em que vivem, para despesas com a educação e a saúde, para comprar vestuário, entre outras coisas. Os seus filhos devem entender que estas despesas fixas são prioritárias, pois são a base para o bem-estar de toda a família.
Explique-lhes como é importante não estragar os bens comuns, não só por uma questão de respeito, mas também porque estragá-los implica ter que os reparar ou substituir, ou seja, uma despesa acrescida para todos.
Incentive-os a poupar, fazendo-os compreender que algumas tarefas porventura mais “aborrecidas”, como arrumar a casa, lavar o carro, são uma forma de poupar dinheiro que pode ser utilizado em benefício de todos.
E, uma nota final; evite ser demasiado crítico e tenha paciência, afinal os seus filhos estão a aprender.
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